Sophia de Melo Breyner Andresen (Porto, 6 de Novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.

Sophia De Mello Breyner nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1919. Era filha de João Henrique Andresen – de ascendência Dinamarquesa – e de Maria Amélia de Mello Breyner.

Sophia naquele tempo escrevia-se com ph, porque tem origem grega. Em Grego, «sophia» quer dizer «sabedoria», e muita gente diz que esse nome sempre foi perfeito para alguém como ela.

Sophia pertencia a uma família nobre. Cresceu no Porto, numa grande casa, no meio de uma enorme quinta onde havia muitas árvores, pomares e jardins com belas roseiras e camélias que floresciam em Novembro.

A quinta ficava num lugar chamado Campo Alegre e, hoje, transformou-se no Jardim Botânico do Porto.

Durante as férias de Verão Sophia ia com a família para a Granja, uma praia que fica perto do Porto.

Estudou no Colégio do Sagrado Coração de Maria, no Porto, e depois foi para a Faculdade de Letras de Lisboa, onde começou o Curso de Clássicas, mas não o chegando a concluir.

Aos 25 anos publicou o seu primeiro livro de poemas, com um título muito simples – Poesia.

Em 1946 casou com Francisco Sousa Tavares de quem teve cinco filhos: a Maria, O Miguel, a Isabel, a Sofia e o Xavier. Viviam em Lisboa, numa casa do bairro da Graça, e foi quando os filhos eram pequenos que Sophia decidiu inventar histórias para lhes contar.

Sophia escreveu muitos livros destinados às crianças, como A Menina do Mar, A Fada Oriana, A Noite de Natal, O Cavaleiro da Dinamarca, O Rapaz de Bronze ou A Floresta.

Sophia continuou sempre a escrever histórias para crianças, mas também poemas e contos para adultos. Para ela, o mais importante era que as pessoas soubessem ser justas e distinguissem o bem e o mal. Em tudo o que fazia procurava sempre combater a injustiça e a maldade.

Sempre gostou muito de jardins e bosques, que para ela correspondiam a espaços mágicos. O seu amor pelas flores era tão forte que, em certas alturas, chegava a comer rosas, mastigando-as.

A História de O Rapaz de Bronze passa-se num belo jardim, onde as protagonistas são as próprias flores.

Era uma mulher interessada pelo mundo e gostava muito de viajar. De todos os países, o que mais lhe agradava era a Grécia, porque admirava a cultura grega e a paisagem do Mar Mediterrâneo, com as suas ilhas cheias de história.

Até ao fim da sua vida, Sophia continuou sempre a escrever, rodeada pela sua grande família, com netos que adoravam aquela avó um pouco distraída e cheia de histórias para lhes contar.

Sophia morreu no dia 2 de Julho de 2004, aos oitenta e quatro anos, mas continua viva para todos os que lêem as suas histórias e poemas.