O Gladíolo chamou três borboletas e disse-lhes para levarem um recado à Tulipa, ao Cravo e à Rosa. Esse recado consistia no seguinte: ia realizar-se uma festa, e elas faziam parte da Comissão Organizadora; nessa noite deveriam vir ter com ele ao jardim do Rapaz de Bronze.

As borboletas lá foram levar o recado à Tulipa, ao Cravo e à Rosa, apesar de pelo caminho irem poisando em muitas outras flores que queriam saber a nova notícia. Passado pouco tempo todo o jardim se encheu de rumores e conversas.

Quando as borboletas disseram à Tulipa, ao Cravo e à Rosa elas aceitaram e disseram que estariam no jardim do Rapaz de Bronze.

O dia do Gladíolo foi muito mau, pois todas as flores reclamavam com ele: umas por causa de não fazerem parte dessa comissão e outras para saberem se iam ser convidadas.

Quando anoiteceu, o Gladíolo foi ter ao jardim do Rapaz de Bronze e chamou pelo vento mas ele não apareceu, porque tinha ido viajar. O Gladíolo foi o primeiro a chegar; logo a seguir chegaram o Cravo e a Rosa, depois a Orquídea e a Begónia; de repente deram conta que ainda faltava a Tulipa e ainda pensaram que as borboletas tinham feito confusão mas entretanto ela chegou.

Começaram a discutir quem é que ia ser convidado para a festa.

Logo repararam que tinham de decidir o lugar da festa e depois de algum diálogo decidiram que seria na Clareira dos Plátanos.

O terceiro ponto a combinar era a orquestra, que seria composta por rãs, cucos, pica-paus, rouxinóis, melros, moscardos e sapos-tambores.

Depois viram uma jarra vazia e acharam que uma jarra vazia não fazia muito sentido. Decidiram então que tinham de pôr lá uma pessoa, linda como uma flor. Depois de muito pensarem, decidiram que seria uma menina chamada Florinda, a filha do jardineiro.

Estavam todos de acordo em chamarem a Florinda.

Jorge Coelho, n.º 7

Mariana Dias, n.º 13